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Glossário · Contratação pública

Visto prévio.

A fiscalização prévia do Tribunal de Contas sobre atos e contratos geradores de despesa acima do limiar legal — cuja concessão condiciona os pagamentos do contrato.

CCP LOPTC art. 44.º–48.º e 85.ºAtualizado em outubro de 2026

Por , Head of Public Sector na Closer

O visto é a última alfândega da legalidade financeira: acima do limiar de isenção (fixado nos termos da LOPTC e atualizado pelas leis do Orçamento), o contrato segue para o Tribunal de Contas antes de produzir efeitos financeiros. Até 950 000 €, a execução material pode começar, mas pagamentos antes do visto geram responsabilidade financeira de quem os autoriza; acima desse valor, o contrato não produz efeito nenhum antes do visto, salvo o ajuste direto por urgência imperiosa (artigo 45.º, n.ºs 1, 4 e 5, da LOPTC).

Reforma em curso. A 21 de outubro de 2026, a Assembleia da República aprovou em votação final global uma alteração à LOPTC que reserva o visto prévio aos contratos de valor superior a 7,5 milhões de euros e obriga a comunicar ao Tribunal de Contas os de valor superior a 950 mil euros. A lei ainda não foi promulgada nem publicada: até entrar em vigor, vale o regime descrito nesta entrada.

Sem decisão nem pedido de elementos no prazo legal, forma-se visto tácito. As recusas concentram-se em padrões conhecidos — urgências construídas, fracionamento, falta de cabimento, vícios de audiência prévia.

A preparação do processo, ponto por ponto, está no guia do visto prévio; o enquadramento, na FAQ do Tribunal de Contas.

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Informação de carácter geral, baseada na versão consolidada do CCP (Decreto-Lei n.º 18/2008). Não constitui aconselhamento jurídico.

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