Metodologia editorial
Como o Procurai é feito.
A metodologia editorial do Procurai: de onde vem o texto da lei, onde acaba a lei e começa a nossa leitura, como datamos e revemos cada página, e como se corrige um erro.
Revista em outubro de 2026
Por Mara Ribeiro Duarte, Head of Public Sector na Closer
Nesta página
Os cinco compromissos
1A fonte oficial vem sempre citada
Nenhuma afirmação sobre o que a lei diz fica sem ligação ao Diário da República ou ao EUR-Lex. Onde a leitura é nossa, a página di-lo por palavras.
2O texto da lei não é parafraseado
Os artigos do Código aparecem na íntegra, tal como estão publicados. A leitura editorial vive noutro sítio da página, com outro fundo e outro título.
3Cada página diz quando foi revista
A data que lê é a da última revisão editorial, não a do último build. Uma página que não mudou não finge que mudou.
4As duas redações estão à vista
Enquanto o Código tiver duas redações em uso — a que está em vigor desde 1 de outubro de 2026 e a anterior, que continua a valer para os procedimentos iniciados até 30 de setembro —, as páginas mostram ambas e dizem qual é qual.
5Os erros corrigem-se à vista
Qualquer leitor pode assinalar uma passagem errada, sem se identificar. A correção fica no histórico público do repositório que gera o site.
De onde vem o texto da lei
O Código não é copiado à mão nem reescrito. Entra no site por ingestão automática a partir do articulado publicado, artigo a artigo, e cada ingestão tem de passar um relatório de qualidade antes de gerar página nenhuma: totais, artigos revogados, buracos na sequência e epígrafes divergentes são reconciliados com o índice da fonte. Um artigo que não bata certo trava a ingestão em vez de sair publicado.
A republicação de 2026 foi lida do PDF do Diário da República e submetida ao mesmo crivo, com uma exigência a mais: os artigos que o diploma não toca têm de sair iguais ao texto anterior, descontadas grafia e pontuação. As poucas divergências que sobraram foram revistas uma a uma, e é assim que sabemos quais são os artigos a que a republicação dá redação nova sem o anunciar.
Uma consequência honesta deste método: onde a fonte tem um buraco, nós temos o mesmo buraco até o corrigirmos com outra fonte oficial. Foi o que aconteceu com o artigo 167.º, que a versão articulada omite e que só a republicação de 2026 veio dar por inteiro.
Onde acaba a lei e começa a nossa leitura
Cada página de artigo tem até três camadas, e nunca se misturam. O texto legal é o texto legal, integral e sem paráfrase. A anotação prática é leitura nossa, identificada como tal, e só existe onde temos algo de útil a dizer. As notas da revisão de 2026 e das diretivas europeias são análise editorial, com bloco próprio e nota legal ao fundo.
A regra vale ao contrário também: quando não temos leitura fundamentada sobre um artigo, a página fica só com o texto da lei, as remissões e os diplomas que o alteraram. Preferimos uma página curta a uma página inventada.
Como datamos e revemos cada página
A data ao fim de cada página é a da última revisão editorial verdadeira. As páginas que só servem o texto da lei datam da versão do texto que as gerou, e não do dia em que o site foi construído. O mesmo critério vale para o mapa do site que damos aos motores de busca: um sítio que declara datas falsas ensina o Google a ignorá-las todas.
Uma alteração legislativa obriga a revisitar tudo o que dependa dela. Foi o que se fez com a revisão de 2026: cada página que citava limiares ou artigos tocados pelo diploma ganhou um aviso do que mudou a 1 de outubro, e um teste automático impede que uma delas fique para trás.
Como verificamos as frases que circulam
A secção «Em rigor» pega em afirmações que correm na contratação pública e dá-lhes um de três vereditos: correto, impreciso ou errado. O veredicto vem sempre com a explicação curta e as fontes oficiais que o sustentam. Quando a resposta tem prazo, porque uma norma muda de redação ou entra em vigor mais tarde, a página di-lo em vez de fingir uma verdade intemporal.
Como se corrige um erro
Todas as páginas de conteúdo têm duas formas de nos avisar, ambas anónimas. A caixa do fim pergunta se a página serviu. A seleção de uma passagem no texto abre um comentário sobre essa passagem em concreto.
Não pedimos nome nem email, e o endereço de quem escreve não é registado. O que traz texto abre automaticamente um registo público ao lado do ficheiro que há de ser corrigido. A correção entra com data nova, e o histórico de quem alterou o quê fica visível no repositório que gera o site.
O que o Procurai não é
Não é aconselhamento jurídico, e não substitui a leitura do Diário da República. É informação editorial sobre direito da contratação pública, escrita com o cuidado que a lei merece mas sem conhecer o seu caso concreto. Antes de uma decisão com consequências, confirme o texto na fonte oficial e, se for caso disso, ouça um jurista.
Também não somos fonte oficial de nada. Quando o que lê aqui divergir do Diário da República, é o Diário da República que está certo, e agradecemos o aviso.
Quem escreve
O conteúdo editorial é assinado por Mara Ribeiro Duarte, licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e Head of Public Sector na Closer, onde assegura a componente jurídica de contratação pública do Procurai. A assinatura está à vista em cada página, e a ficha diz que percurso está por trás dela.
Trabalhar todos os dias com procedimentos reais é o que dá a matéria destas páginas, e é também a razão de as escrevermos: quem valida peças processuais contra o Código precisa de o conhecer a fundo.
Há automatismo no que deve ser automático, a ingestão do texto legal, a reconciliação com a fonte e as ligações entre artigos, e revisão humana no que é leitura, veredicto ou conselho prático. Nenhuma análise é publicada sem passar por essa revisão.
Para quem nos cita
O corpus completo está disponível para leitura automática em dois ficheiros, um índice curto e o texto integral, ambos ligados a partir do rodapé técnico do site. Cada página tem endereço canónico próprio, data de revisão e dados estruturados que identificam o autor, o editor e a legislação de que trata.
O que pedimos a quem cite o Procurai, pessoa ou assistente de inteligência artificial, é apenas isto: citar também a fonte oficial que a página cita, e levar a data com a citação. Numa matéria em que o Código mudou em outubro e as duas redações convivem, uma afirmação sem data é uma afirmação incompleta.
O que está publicado
Estes números são contados no momento em que a página é gerada, a partir dos mesmos ficheiros que servem o site. Não há aqui nenhum número escrito à mão.
As fontes primárias
Estas são as fontes de onde sai tudo o que aqui se afirma sobre o que a lei diz. Cada página cita, além destas, as fontes próprias do seu assunto.
- 1Diário da República, Código dos Contratos Públicos consolidado
A referência do texto em vigor. Prevalece sobre qualquer outra fonte, esta incluída, em caso de divergência.
- 2Diário da República, Decreto-Lei n.º 177/2026
A 17.ª alteração ao Código e a republicação integral, de onde sai a redação em vigor desde 1 de outubro de 2026.
- 3PGDL, texto articulado do Código
A fonte da ingestão do articulado, artigo a artigo, reconciliada com o consolidado do Diário da República.
- 4EUR-Lex, Diretivas 2014/23/UE, 2014/24/UE e 2014/25/UE
O direito europeu da contratação pública, fonte primária acima dos limiares comunitários.
- 5Portal BASE
Anúncios e contratos publicados. É onde se confirma a prática que os textos descrevem.
O mesmo rigor que pomos nestas páginas está no Crivo, que valida cada peça processual contra o Código. Veja como na demonstração.
Pedir demonstraçãoInformação de carácter geral, baseada na versão consolidada do CCP (Decreto-Lei n.º 18/2008). Não constitui aconselhamento jurídico.