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Parte II · Capítulo II — Escolha do procedimento e valor estimado do contrato

Artigo 17.º — Valor estimado do contrato.

Texto da republicação (DL 177/2026)Anotações atualizadas em outubro de 2026

1 - O valor estimado do contrato corresponde ao preço estimado a pagar pela entidade adjudicante e por terceiros, bem como ao valor de quaisquer contraprestações a efetuar em favor do adjudicatário e ainda ao valor das vantagens que decorram diretamente para este da execução do contrato e que possam ser configuradas como contrapartidas das prestações que lhe incumbem.

2 - O valor estimado do contrato, que deve ser indicado no convite ou no programa do procedimento, condiciona a escolha do procedimento, quando esta deva ser feita tendo por base aquele valor, e determina o órgão competente para autorizar a despesa decorrente da celebração do contrato.

3 - [Revogado.]

4 - [Revogado.]

5 - [Revogado.]

6 - [Revogado.]

7 - O cálculo do valor estimado do contrato deve basear-se em critérios económicos objetivos, tais como os preços habituais no mercado, os preços obtidos através da consulta preliminar, ou os custos médios unitários, resultantes de anteriores procedimentos, para prestações do mesmo tipo.

8 - [Revogado.]

9 - [Revogado.]

Alterado porDL n.º 111-B/2017, de 31/08 · Lei n.º 30/2021, de 21/05 · DL n.º 177/2026, de 04/09 — ver a cronologia

Texto da republicação do Código no anexo II do Decreto-Lei n.º 177/2026; em caso de dúvida, prevalece a publicação oficial no Diário da República.

Anotações Procurai

Por , Head of Public Sector na Closer

Em síntese

O artigo 17.º define o valor estimado do contrato, de que depende toda a escolha de procedimento pelo valor: o preço estimado a pagar pela entidade adjudicante e por terceiros, mais o valor das contraprestações a favor do adjudicatário e das vantagens que para ele decorram diretamente da execução do contrato, quando possam ser vistas como contrapartida das suas prestações (n.º 1). É indicado no convite ou no programa, condiciona a escolha do procedimento e determina quem autoriza a despesa (n.º 2), e calcula-se com critérios económicos objetivos (n.º 7). As regras especiais de cálculo e a proibição de fracionar passaram para os artigos 17.º-A e 17.º-B.

Na prática

  • Não conta só o que a entidade paga: o preço pago por terceiros, as contraprestações a favor do adjudicatário e as vantagens que a execução lhe dá, como receitas de exploração, também entram.
  • Um contrato de 18 000 € por ano, renovável até três anos, vale o total do período máximo que as peças admitem: 54 000 €. É também a regra da Diretiva 2014/24/UE, que manda contar opções e renovações (artigo 5.º, n.º 1, da Diretiva 2014/24/UE).
  • O cálculo assenta em critérios económicos objetivos, como os preços habituais no mercado, os preços obtidos na consulta preliminar (artigo 35.º-A) ou os custos médios unitários de procedimentos anteriores para prestações do mesmo tipo (n.º 7).
  • Dividir em lotes não baixa o procedimento: conta o valor estimado do conjunto, e partir o objeto para fugir a um procedimento é fracionamento (artigo 17.º-B).
  • O valor estimado passa a ser publicado no convite ou no programa, e é ele que determina o órgão competente para autorizar a despesa (n.º 2).
  • Nos procedimentos iniciados até 30 de setembro de 2026 vale a redação anterior: o «valor do contrato», definido como o valor máximo do benefício económico que o adjudicatário pode obter.

Cuidados

O artigo 17.º é a norma anti-otimismo: quem estima por baixo para caber num limiar está a viciar a escolha do procedimento na origem, e, ao contrário de outros vícios, este lê-se diretamente nos números. Agora que o valor estimado fica escrito no convite ou no programa, está à vista de todos os concorrentes. Estimar bem o valor, com folga documentada e não com esperança, é a proteção mais barata que um procedimento pode ter.

O Crivo cita os artigos do CCP nas validações que faz a cada procedimento — este incluído. Veja como na demonstração.

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Informação de carácter geral, baseada na versão consolidada do CCP (Decreto-Lei n.º 18/2008). Não constitui aconselhamento jurídico.

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