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Parte II · Capítulo VI — Júri do procedimento

Artigo 69.º — Competência do júri.

Texto da republicação (DL 177/2026)Anotações atualizadas em setembro de 2026

1 - Compete nomeadamente ao júri:

a) Proceder à apreciação das candidaturas;

b) Proceder à apreciação das propostas;

c) Proceder à apreciação de soluções e projetos;

d) Elaborar os relatórios de análise das candidaturas, das propostas e das soluções e projetos.

2 - Cabe ainda ao júri exercer a competência que lhe seja delegada pelo órgão competente para a decisão de contratar, não lhe podendo este, porém, delegar a competência para a decisão de qualificação dos candidatos ou a decisão de adjudicação.

Alterado porDL n.º 111-B/2017, de 31/08 · DL n.º 177/2026, de 04/09 — ver a cronologia

Texto da republicação do Código no anexo II do Decreto-Lei n.º 177/2026; em caso de dúvida, prevalece a publicação oficial no Diário da República.

Anotações Procurai

Por , Head of Public Sector na Closer

Em síntese

Compete ao júri apreciar candidaturas, propostas, soluções e projetos, e elaborar os respetivos relatórios de análise (n.º 1). Pode ainda exercer as competências que lhe sejam delegadas pelo órgão competente para a decisão de contratar, com duas exceções: a decisão de qualificação dos candidatos e a decisão de adjudicação não são delegáveis (n.º 2).

Na prática

  • A regra de ouro do artigo: o júri analisa e propõe; quem decide a qualificação e a adjudicação é o órgão competente para a decisão de contratar. Os relatórios preliminar e final são propostas, não decisões.
  • O que mudou. Até 30 de setembro de 2026, também eram indelegáveis a retificação das peças do procedimento e a decisão sobre os erros e omissões identificados pelos interessados. Desde 1 de outubro, o órgão competente pode delegá-las no júri, que passa a poder responder aos pedidos do artigo 50.º dentro dos prazos apertados que ele fixa.
  • A enumeração do n.º 1 é exemplificativa («nomeadamente»); a barreira do n.º 2 é taxativa.
  • Sem delegação, as decisões que o Código atribui ao órgão competente continuam a ser dele: as prorrogações do prazo das propostas (artigo 64.º, n.º 5), a retificação das peças e a decisão sobre erros e omissões (artigo 50.º).

Cuidados

Delegações genéricas do tipo «delegam-se no júri todas as competências relativas ao procedimento» são inválidas na parte em que abrangem a qualificação e a adjudicação, e arrastam consigo os atos que o júri pratique ao seu abrigo. A delegação tem de ser expressa, publicitada nos termos gerais e anterior ao ato: um júri que decide erros e omissões sem delegação continua a praticar um ato de órgão incompetente. Nos procedimentos iniciados até 30 de setembro de 2026, valem as quatro matérias indelegáveis da redação anterior.

Remissões no Código

Remetem para este artigo

O Crivo cita os artigos do CCP nas validações que faz a cada procedimento — este incluído. Veja como na demonstração.

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Informação de carácter geral, baseada na versão consolidada do CCP (Decreto-Lei n.º 18/2008). Não constitui aconselhamento jurídico.

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