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Parte II · Secção II — Fase da apresentação das candidaturas e da qualificação dos candidatos

Artigo 168.º — Documentos da candidatura.

Texto da republicação (DL 177/2026)Anotações atualizadas em setembro de 2026

1 - A candidatura é constituída por uma declaração na qual o candidato manifesta a sua vontade de ser qualificado ou pelo Documento Europeu Único de Contratação Pública nos procedimentos com publicação de anúncio no Jornal Oficial da União Europeia.

2 - A declaração ou o Documento Europeu Único de Contratação Pública referido no número anterior devem ser assinados pelo candidato ou por representante que tenha poderes para o obrigar.

3 - Quando a candidatura seja apresentada por um agrupamento candidato, a declaração ou o Documento Europeu Único de Contratação Pública referido no n.º 1 devem ser assinados pelo representante comum dos membros que o integram, caso em que devem ser juntos ao respetivo documento os instrumentos de mandato emitidos por cada um dos seus membros ou, não existindo representante comum, deve ser assinada por todos os seus membros ou respetivos representantes que tenham poderes para os obrigar.

4 - Se o programa do concurso o exigir, a candidatura deve ser constituída:

a) Pelos documentos comprovativos do cumprimento, pelo candidato, dos requisitos mínimos de capacidade técnica e financeira;

b) Quando o candidato recorra a terceiros para efeitos do preenchimento dos requisitos mínimos, por documento comprovativo de que o candidato irá efetivamente dispor dos recursos necessários disponibilizados por terceiros, que poderá ser uma declaração através da qual aqueles terceiros se comprometem, incondicionalmente, a realizar determinadas prestações objeto do contrato a celebrar.

5 - A apresentação de candidatura equivale, em qualquer caso, à declaração pelo candidato de que tomou conhecimento das peças do procedimento e de que não se encontra em nenhuma das situações previstas no n.º 1 do artigo 55.º

6 - A apresentação de candidatura por candidato que se encontre numa das situações previstas no n.º 1 do artigo 55.º constitui prestação de falsas declarações para os efeitos previstos no artigo 456.º, salvo se tiver dado a conhecer tais situações à entidade adjudicante, designadamente para apuramento, por esta, da existência do impedimento ou para efeitos de relevação.

Alterado porDL n.º 111-B/2017, de 31/08 · DL n.º 177/2026, de 04/09 — ver a cronologia

Texto da republicação do Código no anexo II do Decreto-Lei n.º 177/2026; em caso de dúvida, prevalece a publicação oficial no Diário da República.

Anotações Procurai

Por , Head of Public Sector na Closer

Em síntese

Desde 1 de outubro de 2026, a candidatura é constituída por uma declaração em que o candidato manifesta a vontade de ser qualificado, ou pelo DEUCP nos procedimentos com anúncio no Jornal Oficial da União Europeia (n.º 1), assinada por quem o possa obrigar (n.ºs 2 e 3). Se o programa o exigir, junta ainda os comprovativos dos requisitos mínimos de capacidade e, recorrendo a terceiros, a prova de que vai dispor dos seus meios (n.º 4). Apresentar a candidatura vale como declaração de que o candidato conhece as peças e não está impedido (n.º 5); se estiver, e não o disser, presta falsas declarações (n.º 6).

Na prática

  • Fim do anexo V. A declaração-modelo do anexo V desaparece, como o anexo I nas propostas (artigo 56.º, n.º 3).
  • Prova diferida. O programa decide se os comprovativos de capacidade vêm com a candidatura ou depois da decisão de qualificação (artigo 164.º, n.º 1, alíneas j) e l)).
  • Terceiros. A prova de que o candidato dispõe dos meios de terceiros pode ser uma declaração de compromisso incondicional desses terceiros (n.º 4, alínea b)).
  • Agrupamentos. A declaração é assinada pelo representante comum, com os mandatos, ou por todos os membros (n.º 3).
  • Falta de assinatura ou de tradução são irregularidades formais, supríveis em cinco dias (artigo 72.º, n.º 3), e o júri só pode propor a exclusão depois de pedir o suprimento (artigo 184.º, n.º 3).

Cuidados

O compromisso de terceiros continua a ser o ponto sensível: sem a prova exigida, a capacidade invocada não conta para a qualificação. E a declaração implícita do n.º 5 não depende de o candidato saber que está impedido: na dúvida, deve dar a conhecer a situação à entidade, que é o que o n.º 6 aceita para afastar as falsas declarações.

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