A Procurai já aplica a revisão do CCP.Ver o que muda

Parte IV · Capítulo III — Resolução alternativa de litígios pré-contratuais e contratuais

Artigo 464.º-D — Prevenção e resolução amigável de litígios.

Texto da republicação (DL 177/2026)Anotações atualizadas em setembro de 2026

1 - Com o propósito de prevenir ou de resolver litígios contratuais, qualquer uma das partes de contratos públicos ou administrativos pode requerer a constituição de uma comissão técnica de conciliação.

2 - Os membros da comissão indicados pelas partes devem ter qualificação técnica ou experiência profissional adequada em face do objeto do litígio.

Alterado porDL n.º 177/2026, de 04/09 — ver a cronologia

Texto da republicação do Código no anexo II do Decreto-Lei n.º 177/2026; em caso de dúvida, prevalece a publicação oficial no Diário da República.

Anotações Procurai

Por , Head of Public Sector na Closer

Em síntese

Para prevenir ou resolver litígios contratuais, qualquer das partes de um contrato público ou administrativo pode requerer a constituição de uma comissão técnica de conciliação (n.º 1), cujos membros indicados pelas partes têm qualificação técnica ou experiência adequada ao objeto do litígio (n.º 2).

Na prática

  • A comissão está disponível desde 1 de outubro de 2026 também para os contratos já em execução (Decreto-Lei n.º 177/2026, artigo 10.º, n.º 2, alínea b)).
  • O processo supletivo está no artigo 464.º-E, e o pedido interrompe os prazos de prescrição e de caducidade (artigo 464.º-G).
  • É uma via útil para litígios técnicos em obra, como medições, trabalhos complementares ou prazos.

Cuidados

O regime é curto: não fixa o número de membros, a presidência, a designação na falta de indicação pela parte requerida, os custos nem a força do acordo. Convém que os contratos regulem estes pontos.

O Crivo cita os artigos do CCP nas validações que faz a cada procedimento — este incluído. Veja como na demonstração.

Pedir demonstração

Informação de carácter geral, baseada na versão consolidada do CCP (Decreto-Lei n.º 18/2008). Não constitui aconselhamento jurídico.

Esta página foi útil?

Resposta anónima: não pedimos nem guardamos nome, email ou endereço IP.