Parte IV · Capítulo III — Resolução alternativa de litígios pré-contratuais e contratuais
Artigo 464.º-E — Processo da conciliação.
1 - Na falta de disposição contratual que regule o processo de conciliação, o requerimento para a constituição da comissão é enviado à parte requerida, devendo conter a exposição dos factos referentes ao pedido e a sua fundamentação.
2 - A parte requerida dispõe do prazo de 10 dias para apresentar resposta e indicar um membro para a comissão.
3 - A tentativa de conciliação tem lugar em sessão presencial ou por meios eletrónicos no prazo máximo de 15 dias, contados do termo do prazo para a parte requerida responder, salvo adiamento por motivo justificado.
4 - Os membros da comissão indicados pelas partes são convocados para a sessão de conciliação no prazo acordado pelas partes.
5 - Na tentativa de conciliação, a comissão deve proceder a um exame cuidado da questão e tentar a obtenção de um acordo entre as partes.
6 - Todas as notificações e convocatórias são feitas por meios eletrónicos.
Alterado porDL n.º 177/2026, de 04/09 — ver a cronologia
Texto da republicação do Código no anexo II do Decreto-Lei n.º 177/2026; em caso de dúvida, prevalece a publicação oficial no Diário da República.
O artigo 464.º-E não existia na redação anterior: foi aditado pelo Decreto-Lei n.º 177/2026.
Anotações Procurai
Por Mara Ribeiro Duarte, Head of Public Sector na Closer
Em síntese
Na falta de regras contratuais, o requerimento de conciliação vai para a parte requerida, com os factos e a fundamentação (n.º 1). A requerida responde e indica um membro em 10 dias (n.º 2). A tentativa de conciliação faz-se, presencialmente ou por meios eletrónicos, em 15 dias após o fim do prazo de resposta, salvo adiamento justificado (n.º 3). A comissão examina a questão e procura o acordo (n.º 5), e as notificações fazem-se por meios eletrónicos (n.º 6).
Na prática
- Os membros indicados são convocados para a sessão no prazo acordado pelas partes (n.º 4).
- Havendo acordo, lavra-se auto (artigo 464.º-F).
Cuidados
O processo não diz o que acontece se a requerida não responder ou não indicar membro. Convém que os contratos prevejam a designação supletiva, por exemplo por uma entidade independente.
Nesta revisão
O que muda neste artigo a 1 de outubro de 2026, nota a nota.
Referido em
Artigo anterior
Artigo 464.º-D — Prevenção e resolução amigável de litígios
Artigo seguinte
Artigo 464.º-F — Acordo
O Crivo cita os artigos do CCP nas validações que faz a cada procedimento — este incluído. Veja como na demonstração.
Pedir demonstraçãoInformação de carácter geral, baseada na versão consolidada do CCP (Decreto-Lei n.º 18/2008). Não constitui aconselhamento jurídico.