Parte II · Capítulo III — Peças do procedimento
Artigo 49.º-B — Especificações técnicas e prioridade à eficiência energética.
Na definição das especificações técnicas no âmbito da formação de contratos de valor estimado superior aos limiares referidos no artigo 474.º, a entidade adjudicante deve ter em conta a preocupação de eficiência energética, nomeadamente através da consideração por bens, serviços e obras de elevado desempenho energético.
Alterado porDL n.º 177/2026, de 04/09 — ver a cronologia
Texto da republicação do Código no anexo II do Decreto-Lei n.º 177/2026; em caso de dúvida, prevalece a publicação oficial no Diário da República.
O artigo 49.º-B não existia na redação anterior: foi aditado pelo Decreto-Lei n.º 177/2026.
Anotações Procurai
Por Mara Ribeiro Duarte, Head of Public Sector na Closer
Em síntese
Nos contratos de valor estimado superior aos limiares europeus do artigo 474.º, a entidade adjudicante deve ter em conta a eficiência energética na definição das especificações técnicas, nomeadamente dando preferência a bens, serviços e obras de elevado desempenho energético.
Na prática
- O que se exige. Uma ponderação documentada: ao escrever as especificações, a entidade considera o desempenho energético do que compra e explica como o fez.
- Como. Por especificações de desempenho com requisitos energéticos (artigo 49.º, n.º 7, alínea a)), por rótulos ou certificados energéticos como meio de prova (artigo 49.º-A), por condições de execução (artigo 42.º, n.º 6, alínea m)) ou por fatores do critério de adjudicação.
- Que limiares. O artigo remete para o artigo 474.º sem dizer qual dos números; na leitura natural, conta o limiar aplicável ao tipo de contrato e à entidade.
- Defesa e segurança. O Decreto-Lei n.º 177/2026 estende o princípio à contratação nesses domínios, aditando um n.º 2 ao artigo 6.º do Decreto-Lei n.º 104/2011, na medida em que não colida com a natureza e o objetivo principal das atividades das Forças Armadas.
Cuidados
A fórmula é programática: «ter em conta a preocupação» não define métricas nem classes energéticas e não prevê consequência para o incumprimento. A Diretiva (UE) 2023/1791, sobre eficiência energética, é mais exigente: acima dos limiares, manda adquirir apenas produtos, serviços, edifícios e obras de elevado desempenho energético, salvo se não for tecnicamente viável (artigo 7.º da Diretiva (UE) 2023/1791). Nos contratos acima dos limiares, a leitura prudente é a da diretiva.
Perguntas frequentes sobre o artigo 49.º-B
A eficiência energética passa a ser obrigatória nas especificações técnicas?
Acima dos limiares europeus, a entidade adjudicante deve tê-la em conta na definição das especificações, nomeadamente preferindo bens, serviços e obras de elevado desempenho energético. O artigo não fixa métricas nem consequências, mas a decisão de não a considerar deve ficar explicada no processo.
Base legalArtigo 49.º-B do CCP · texto oficial
E abaixo dos limiares?
Base legalArtigo 49.º, n.º 7, do CCP · Artigo 42.º, n.º 6, do CCP · texto oficial
Relacionados
Nesta revisão
O que muda neste artigo a 1 de outubro de 2026, nota a nota.
Remissões no Código
Este artigo remete para
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Artigo 49.º-A — Rótulos e relatórios de ensaio, certificação e outros meios de prova
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O Crivo cita os artigos do CCP nas validações que faz a cada procedimento — este incluído. Veja como na demonstração.
Pedir demonstraçãoInformação de carácter geral, baseada na versão consolidada do CCP (Decreto-Lei n.º 18/2008). Não constitui aconselhamento jurídico.